3 melhores livros de Juan Carlos Onetti

A prova de fogo Juan Carlos Onetti, Juntamente com Mario Benedetti y Eduardo Galeano, constituem um triunvirato literário de seu Uruguai comum ao Olimpo das letras em espanhol. Porque entre os três eles cobrem tudo, qualquer gênero em prosa, verso ou no palco.

Embora cada um ofereça aquela impressão particular e inquietação narrativa (além dos rótulos de virada que se alimentam das coincidências mais superficiais de espaço ou tempo para tentar unificar ou padronizar), também é verdade que as circunstâncias comuns de um século XX submetidas aqui e ali a altos e baixos políticos e econômicos de todos os tipos em um mundo que apontava para a globalização e a replicação generalizada de todas as crises, às vezes servia para uma harmonia temática natural.

O milagre uruguaio que fez o país desses três gênios figurar como o mais próspero até meados do século 29, começou a sofrer com a crise de XNUMX e acabou desmoronando com as duas guerras mundiais subsequentes.

A ditadura militar dos anos 70 encontrou nesses três autores três grandes vozes críticas, muitas vezes censuradas e exiladas como única opção. Compartilhou notas vitais que refletem em seus livros as impressões díspares de seus grandes dons criativos para a crítica e o desenraizamento.

Mas Onetti aponta para uma certa excepcionalidade casuística. Porque ele era muito mais prolífico mesmo antes do golpe de Boldaberry. É de 1939 aos anos 70 o período em que Onetti conseguiu escrever as suas obras mais intensas, com aquele brilho existencial entre fascinantes alegorias da sua cidade inventada, Santa Maria, onde chegam personagens de outros espaços muito reais, num jogo de espelhos que poucos autores iriam repetir com domínio semelhante.

Os 3 livros mais recomendados por Juan Carlos Onetti

Vida curta

Todos os leitores da Onetti assumem a grandeza da obra-prima, daquele céu roçado pelo contador de histórias. Embora não goste de generalizar, creio que não me engano em almejar aquele patamar já não alcançado em trabalhos anteriores ou posteriores.

Juan María Brausen e Stein enfrentam a tarefa de fechar o roteiro de um filme. A história encomendada se passará em Santa María. E aí Juan María localiza os personagens que precisam ganhar vida para finalmente traçar o nó de sua história.

E, aos poucos, Brausen incorpora a narrativa em sua vida enquanto projeta sua vida na narrativa. A bipolaridade do escritor criou um cenário complexo e completo.

A desculpa de Santa María para esconder a culpa, o desgosto e o medo em suas ruas inventadas. Personagens que parecem ter as chaves que abrem as portas para a realidade de Brausen e de uma Brausen que amplia seus sonhos e o imaginário viraram roteiro para conseguir habitar cenários e vidas, como aquele velho sonho de ver para outros viverem e curtirem a felicidade dos outros, estacionando seus próprios negócios em uma realidade que virou ficção.

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O estaleiro

Quando você fala com alguém sobre Onetti, e apesar do acima sobre a obra-prima mais do que possível, muitos outros leitores citam este outro romance primeiro. Será um de seus cenários mais gerenciáveis ​​para nosso mundo cinza.

De certa forma, parece desesperador viajar para um lugar fictício como Santa María, que poderia brilhar entre a opulência ou a felicidade e acabar descobrindo a mesma tristeza.

Mas é que, como muitos autores comentam em certas ocasiões, a tristeza é a maior fonte de inspiração. A decadência e a nostalgia o mantêm em um frenesi criativo, desde que não o derrubem. E Onetti foi um mestre nesse encontro de uma ficção imitada das mais tristes sensações do nosso mundo.

Personagens movidos por inércia improdutiva em um mundo desgastado. Estaleiros com ecos de prosperidade que perfuram consciências afundadas na derrota.

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As despedidas

Uma vez que Onetti foi descoberto, vale a pena parar neste pequeno romance que tem uma espécie de declaração de toda a verdade, um testemunho absoluto do autor. O próprio Onetti descreveu esta obra como sua favorita, mesmo ocasionalmente. Deve haver uma razão.

A questão é que o protagonista da história poderia ser o próprio Onetti, disfarçado de ex-astro do esporte chegado a uma cidade montanhosa famosa por suas qualidades curativas da tuberculose.

Sua figura particular, presença e comportamento estranho logo chamaram a atenção do encarregado do posto da cidade. Para piorar a situação, o personagem principal recebe cartas estranhas que, ao passarem pelas mãos do carteiro particular da cidade, vão escrevendo em sua imaginação a história mais profunda possível de um personagem finalmente abrigado naquele vale tranquilo.

A brevidade desse romance, seu ritmo calmo, porém, e a noção do carteiro transformando a existência de tudo ao seu redor, constituem um mosaico fatalista sobre o afastamento do protagonista e a estagnação da vida ao pé da montanha.

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